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Clínica de reabilitação feminina: como funciona o tratamento da dependência?

Clínica de reabilitação feminina: como funciona o tratamento da dependência?


Estima-se que a cada dez dependentes químicos apenas três sejam mulheres, o que faz com que elas sejam menos priorizadas em políticas contra as drogas ou que recebam tratamento semelhante dado aos homens, ignorando suas características específicas.

Felizmente, as clínicas de recuperação do Grupo Aguiar possuem um olhar diferenciado para este perfil, oferecendo às pacientes um acompanhamento multidisciplinar, de qualidade condizente com as suas necessidades. Entenda como isso funciona!

Internação

A entrada para o tratamento é a internação. Em uma clínica de recuperação feminina, a dependente compartilhará espaços com outras mulheres, sem que haja perigo de ser importunada por homens.

É interessante que a usuária esteja de acordo com a internação, mas nem sempre é o que acontece. Há uma imagem social negativa sobre mulheres dependentes, considerando seu vício um problema de caráter, não uma doença. Além disso, as responsabilidades com os filhos e a família fazem com que muitas se sintam culpadas em deixá-los e fiquem relutantes com este isolamento.

Neste caso, os familiares podem recorrer à internação involuntária, através da qual eles mesmos ou uma equipe de funcionários da clínica, de forma discreta, abordam a dependente e a levam para a reabilitação.

Desintoxicação e processo terapêutico

No período de internação, o primeiro passo é a remoção de todas as substâncias químicas tóxicas do organismo. Sem acesso ao álcool ou às drogas, é comum que a dependente apresente uma série de sintomas como dores físicas, irritabilidade, ansiedade e perda de apetite.

Felizmente, os centros de reabilitação contam com profissionais experientes para ajudar as pacientes a lidar com esta situação, como médicos psiquiatras, clínicos gerais e enfermeiros. Eles também acompanham e tratam doenças pré-existentes ou decorrentes da dependência.

Em nossas clínicas temos cozinheiros e nutricionista para garantir uma dieta saudável e que contribua para o bem-estar de nossos pacientes.

Este momento também é marcado por um processo de autoconhecimento, em que a paciente terá tempo para pensar sobre o que a levou a ter um comportamento autodestrutivo, como perdas, relacionamentos tóxicos, violência e abandono.

Psicólogos e terapeutas têm a função de ajudá-la a identificar estes fatores, desenvolver mecanismos para lidar com eles, descobrir o que lhe dá prazer de viver e recuperar sua autoestima.

Outra parte do tratamento é desenvolvida através de atividades terapêuticas e de lazer que são essenciais para a saúde emocional. A prática de esportes e a realização de dinâmicas são também parte integrante do processo.

Reinserção social

Sóbria, a paciente voltará para o convívio social a fim de começar uma nova vida. Os problemas ainda continuarão lá, mas ela estará renovada para enfrentá-los. É importante que haja o apoio da família para continuar a motivá-la a seguir em frente e superar os percalços que aparecerão no caminho.

Como contribuir para o tratamento de uma mulher que está em uma clinica de recuperação

Primeiro, é preciso que os familiares e amigos estejam interessados em realmente ver que a mulher está se recuperando.

Para ajudar no processo de recuperação é preciso estar a par do tratamento e se fazer presente.

É importante conversar, verificar como está sendo feito o tratamento e principalmente incentivar a continuá-lo, elogiando os avanços que foram feitos até ali e motivar a terminar.

O tratamento do vicio não é rápido.

As mulheres são mais vulneráveis ao álcool, sendo que a mesma quantidade de álcool consumida por um homem é menos prejudicial quando comparado ao organismo feminino.

Por isso os riscos de dependência podem ser maiores em certos casos.

É importante que a mulher encontre uma clínica de recuperação direcionada ao publico feminino, mesmo que a busca maior seja por clínicas masculinas.

É necessário fazer uma boa pesquisa para encontrar a clínica ideal.

O gênero feminino sempre foi visto como frágil, e após conquistas ao longo dos séculos algumas características foram desconstruídas com o tempo.

Por isso a dependência e a recuperação têm características distintas.

Algumas mulheres têm receio de fazer o tratamento, por não ter com quem deixar os filhos, ou por abandonar a família. Mas no caso da dependência alcoólica, muitas vezes a internação é primordial.

É pouco discutida a necessidade das clínicas de recuperação feminina, afinal os sintomas podem ser diferentes do que nos homens.

Como funcionam os grupos terapêuticos

Os grupos terapêuticos dentro do tratamento de dependência química são onde as mulheres aprendem sobre si mesmas, descobrindo experiências comuns pelas quais passaram, e muitas vezes aprendem sobre si mesmas, na intenção de se relacionar efetivamente.

Geralmente a programação é composta por terapia em grupo ou individual, e também atividades de desenvolvimento de habilidades para a vida e atividades sociais que animam as dependentes.

São trabalhados tópicos como prevenção de recaídas, relacionamentos saudáveis, nutrição, imagem corporal e distúrbios alimentares.

As sessões de aconselhamento em grupo são tipo como um espaço para as mulheres processarem interações e emoções que surgem naturalmente durante o processo de recuperação.

Qualquer mulher que procura um novo recomeço se sente acolhida.

Dependência química na mulher e violência doméstica

A violência doméstica, além de ser um problema grave e com alta incidência entre a população feminina, representa um dos principais fatores associados a dependência química na mulher.

Por isso, verificou-se a urgência de programas de prevenção a violência doméstica e de atenção psicossocial e especializada as crianças e mulheres que sofrem esse tipo de violência, para prevenir o uso abusivo de substâncias como forma de manejar o sofrimento da violência.

Por isso, a violência doméstica deve ser investigada em toda avaliação e tratamento de mulheres dependentes de substâncias, e a interrupção da violência e a proteção da mulher devem ser prioridades no programa de terapia.

Embora as evidências revelem que o álcool é a substância mais significativa na articulação com varias formas de violência, hoje ele é aceito socialmente. Ele atua como desinibidor, aumentando o sentimento de coragem e facilitando a violência. As agressões ocorrem três vezes mais nas casas onde a bebida está presente.

Estudos mostram que entre as vítimas, 86,4% não procuram ajuda. Os principais motivos são a vergonha e o medo. Quando o álcool está presente, a violência é reincidente e o tempo de duração imenso.


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